No primeiro dia nas Lajes do Pico, posso dizer que já sinto saudades da Horta. Caiu-me no goto, acho que é uma boa expressão para aquilo que senti por aquela cidade em miniatura, porto de abrigo para muitos.
Gostei do verde profundo e brilhante que envolve a cidade, especialmente nos dias de chuva e humidade tão exasperantes que só um raio de sol poderia melhorar. Ou então o verde brilhante de toda a vegetação.
Gostei da cor da terra. Escura, negra às vezes. É uma sensação que não consigo explicar - o prazer que me dá olhar para aquela terra de uma cor tão escura.
Gostei do mar, pois claro. A próximidade constante do mar, o ambiente de marina e de viagem iminente que paira no ar.
Para os açoreanos... Não, é melhor precisar. Para os Picoenses, os Failenses são uns snobes e nada do que vem do Faial é bom. Para retribuir os Failenses pensam que o Pico não tem nada (é um deserto, como diria o Mário Lino). Já eu não concordo. São afáveis, são sim, os Hortenses. Ou se calhar a afabilidade era toda dos Picoenses que vivem no Faial - parece que são muitos. Para quem tem bairrismop tão exacerbado, não deixa de ser irónico. Enfim, independentemente das suas origens, senti-me benvinda na Horta.
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