terça-feira, 17 de agosto de 2010

Há dias assim

Sim parece que voltei para mais umas publicações.

O dia-a-dia tem sido pouco conducente a revelações entusiasmantes. Para ventilar estados de alma menos positivos talvez este fosse o meio ideal, mas arriscava-me a que toda a gente ficasse com a impressão que a experiência está a ser má ou que estou num estado de tristeza de gravidade ainda por determinar. Ora, como isso não corresponde à verdade, tenho preferido manter-me metaforicamente calada.

Dito isto, os dias por cá têm sido de altos e baixos. Há momentos giros e divertidos de convivência com as gentes cá da terra. Geralmente à hora de almoço, no Ritinha, quando tudo se reúne para almoço. É a altura em que ouço as histórias do tempo da baleação, das fortes pescarias, de quem tem as melhores vacas e como é que se cultiva melhor a batata ou o milho e, claro (talvez inevitavelmente porque estamos em terra de pescadores?), as bazófias inchadas e discussões acerca de quem viu mais animais no mar, ou das noitadas de bebida, conquistas e porrada.

Também há horas mortas. Muito mortas. De atrofio. Com o rádio a tocar Tony Braxton a cantar "Unbrake my heart", como neste momento - de bater com a cabeça nas paredes, portanto. Ainda por cima está a chover. Cum catano! O barco está avariado - sim, eu sei, esta história parece familiar... Tenho que ir à bruxa, para ver se tenho algum chacra desalinhado ou qualquer coisa do género...

A festas não tenho ido ultimamente. Os meus pais estão por cá, por isso tenho andado mais caseira. Mas hei-de me vingar na Semana dos Baleeiros, que é aqui nas Lajes. Ai se me vingo!

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