quarta-feira, 7 de julho de 2010

Queijo, bolo e flamenco

Domingo, 4 de Julho. Mais um domingo, mais um dia sem saídas e pouco que fazer. Para compensar tive um final de dia ocupado. Começando às 18h, a seguir ao trabalho, um workshop sobre como fazer queijo do Pico. Ah, pois é. Queijo. Do Pico. Uma pessoa agarra-se à vida cultural a que consegue deitar as unhas.

Tudo muito bonito e tal, só que ainda não foi desta que aprendi a fazer queijo (do Pico). Cheguei lá antes das 18h, pronta para pôr mãos à obra, mas a organização ainda estava a ultimar uns pormenores. Tudo bem, pensei eu, tenho até às 19h antes de ir para a festa de anos dos gémeos (filhos de uma vizinha da ex-rua, que me tinha convidado), mesmo que não assista a tudo, vejo parte.

Esperei.

Esperei mais um bocado, eu e todos os outros que lá estavam. Alguns deles eram turistas alemães, que, previsivelmente, gozaram que se fartaram com a pontualidade portuguesa. Bem vistas as coisas, os senhores da queijaria até foram pontuais. Eles e o leite chegaram exactamente com uma hora de atraso. Não sei se as vacas fizeram greve, ou o que se passou, mas o certo é que o leite nunca mais aparecia e queijo, nem vê-lo!

Conclusão, vim-me embora quando estavam para começar o workshop. Desci até às Lajes e fui até à festinha dos miúdos. Chego lá e dou com uma mesa abandonada no pátio e uns balões pendurados com um ar já de fim de vida. Já amaldiçoava o queijo do Pico e o leite que nunca mais chegava, quando saiu a Neida, a mãe dos miúdos, de dentro de casa. Afinal estava tudo enfiado lá dentro, por causa do vento forte que se fazia sentir.

Assim que entrei na sala fui sentada à mesa e instruída a enfardar de tudo. Por isso foram umas horinhas bem passadas na conversa e a comer uns petisquinhos.

Era perto ou já passava das 23h quando me vim embora. Encetei a subida até à Ribeira do Meio, a uns meros 400 ou 500 metros das Lajes e onde se situa a minha nova morada. Quando passei pelo Forte de Sta. Catarina, a casa do Turismo e onde se deu o tal workshop, ouvi música e percebi que ainda estava a decorrer o concerto de flamenco programado para as 22h.

Claro que fui até lá. Ainda ia o concerto no princípio - manteve-se o cumprimento dos horários, portanto - e até foi engraçado. Os senhores ficaram um bocadinho frustrados por ninguém ii dançar as sevilhanas que eles foram tocando, mas tirando isso, correu bem. Tendo em conta as fracas tentativas para bater palmas ao compasso da música por parte de alguns membros do público (em que me incluo certamente), é capaz de ter sido melhor ninguém ter ido dançar.

Para a semana há um workshop com o Victor Sobral e o uso do queijo do Pico na gastronomia. Para esse já vou preparada para ficar à espera se for preciso! Depois dou conta dos petiscos confeccionados pelo senhor.

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