segunda-feira, 19 de julho de 2010
quarta-feira, 7 de julho de 2010
Queijo, bolo e flamenco
Domingo, 4 de Julho. Mais um domingo, mais um dia sem saídas e pouco que fazer. Para compensar tive um final de dia ocupado. Começando às 18h, a seguir ao trabalho, um workshop sobre como fazer queijo do Pico. Ah, pois é. Queijo. Do Pico. Uma pessoa agarra-se à vida cultural a que consegue deitar as unhas.
Tudo muito bonito e tal, só que ainda não foi desta que aprendi a fazer queijo (do Pico). Cheguei lá antes das 18h, pronta para pôr mãos à obra, mas a organização ainda estava a ultimar uns pormenores. Tudo bem, pensei eu, tenho até às 19h antes de ir para a festa de anos dos gémeos (filhos de uma vizinha da ex-rua, que me tinha convidado), mesmo que não assista a tudo, vejo parte.
Esperei.
Esperei mais um bocado, eu e todos os outros que lá estavam. Alguns deles eram turistas alemães, que, previsivelmente, gozaram que se fartaram com a pontualidade portuguesa. Bem vistas as coisas, os senhores da queijaria até foram pontuais. Eles e o leite chegaram exactamente com uma hora de atraso. Não sei se as vacas fizeram greve, ou o que se passou, mas o certo é que o leite nunca mais aparecia e queijo, nem vê-lo!
Conclusão, vim-me embora quando estavam para começar o workshop. Desci até às Lajes e fui até à festinha dos miúdos. Chego lá e dou com uma mesa abandonada no pátio e uns balões pendurados com um ar já de fim de vida. Já amaldiçoava o queijo do Pico e o leite que nunca mais chegava, quando saiu a Neida, a mãe dos miúdos, de dentro de casa. Afinal estava tudo enfiado lá dentro, por causa do vento forte que se fazia sentir.
Assim que entrei na sala fui sentada à mesa e instruída a enfardar de tudo. Por isso foram umas horinhas bem passadas na conversa e a comer uns petisquinhos.
Era perto ou já passava das 23h quando me vim embora. Encetei a subida até à Ribeira do Meio, a uns meros 400 ou 500 metros das Lajes e onde se situa a minha nova morada. Quando passei pelo Forte de Sta. Catarina, a casa do Turismo e onde se deu o tal workshop, ouvi música e percebi que ainda estava a decorrer o concerto de flamenco programado para as 22h.
Claro que fui até lá. Ainda ia o concerto no princípio - manteve-se o cumprimento dos horários, portanto - e até foi engraçado. Os senhores ficaram um bocadinho frustrados por ninguém ii dançar as sevilhanas que eles foram tocando, mas tirando isso, correu bem. Tendo em conta as fracas tentativas para bater palmas ao compasso da música por parte de alguns membros do público (em que me incluo certamente), é capaz de ter sido melhor ninguém ter ido dançar.
Para a semana há um workshop com o Victor Sobral e o uso do queijo do Pico na gastronomia. Para esse já vou preparada para ficar à espera se for preciso! Depois dou conta dos petiscos confeccionados pelo senhor.
Tudo muito bonito e tal, só que ainda não foi desta que aprendi a fazer queijo (do Pico). Cheguei lá antes das 18h, pronta para pôr mãos à obra, mas a organização ainda estava a ultimar uns pormenores. Tudo bem, pensei eu, tenho até às 19h antes de ir para a festa de anos dos gémeos (filhos de uma vizinha da ex-rua, que me tinha convidado), mesmo que não assista a tudo, vejo parte.
Esperei.
Esperei mais um bocado, eu e todos os outros que lá estavam. Alguns deles eram turistas alemães, que, previsivelmente, gozaram que se fartaram com a pontualidade portuguesa. Bem vistas as coisas, os senhores da queijaria até foram pontuais. Eles e o leite chegaram exactamente com uma hora de atraso. Não sei se as vacas fizeram greve, ou o que se passou, mas o certo é que o leite nunca mais aparecia e queijo, nem vê-lo!
Conclusão, vim-me embora quando estavam para começar o workshop. Desci até às Lajes e fui até à festinha dos miúdos. Chego lá e dou com uma mesa abandonada no pátio e uns balões pendurados com um ar já de fim de vida. Já amaldiçoava o queijo do Pico e o leite que nunca mais chegava, quando saiu a Neida, a mãe dos miúdos, de dentro de casa. Afinal estava tudo enfiado lá dentro, por causa do vento forte que se fazia sentir.
Assim que entrei na sala fui sentada à mesa e instruída a enfardar de tudo. Por isso foram umas horinhas bem passadas na conversa e a comer uns petisquinhos.
Era perto ou já passava das 23h quando me vim embora. Encetei a subida até à Ribeira do Meio, a uns meros 400 ou 500 metros das Lajes e onde se situa a minha nova morada. Quando passei pelo Forte de Sta. Catarina, a casa do Turismo e onde se deu o tal workshop, ouvi música e percebi que ainda estava a decorrer o concerto de flamenco programado para as 22h.
Claro que fui até lá. Ainda ia o concerto no princípio - manteve-se o cumprimento dos horários, portanto - e até foi engraçado. Os senhores ficaram um bocadinho frustrados por ninguém ii dançar as sevilhanas que eles foram tocando, mas tirando isso, correu bem. Tendo em conta as fracas tentativas para bater palmas ao compasso da música por parte de alguns membros do público (em que me incluo certamente), é capaz de ter sido melhor ninguém ter ido dançar.
Para a semana há um workshop com o Victor Sobral e o uso do queijo do Pico na gastronomia. Para esse já vou preparada para ficar à espera se for preciso! Depois dou conta dos petiscos confeccionados pelo senhor.
sexta-feira, 2 de julho de 2010
Contas em dia
Ora então!
Altura de pôr as fotografias em dia.
Vista da Horta, do Monte da Guia.

A única fotografia que consegui em que se consegue ver (e mal!) o "rabo" do cachalote:

Durante a volta à ilha do Faial, a inescapável vaca:

O vulcão dos Capelinhos:

Já no Pico, golfinhos-comuns:

As festas de S. João. A minha ex-rua (tenho que ir ver o acordo para ver se é assim que se escreve) decorada:


Esta foi a última fotografia focada. A seguir a máquina decidiu fazer greve e desfocou tudo. Às tantas foi da sangria...


No dia seguinte, a fogueira de S. João.
E a preparação dos botes para regata de botes baleeiros.
Altura de pôr as fotografias em dia.
Vista da Horta, do Monte da Guia.
A única fotografia que consegui em que se consegue ver (e mal!) o "rabo" do cachalote:
Durante a volta à ilha do Faial, a inescapável vaca:
O vulcão dos Capelinhos:
Já no Pico, golfinhos-comuns:
As festas de S. João. A minha ex-rua (tenho que ir ver o acordo para ver se é assim que se escreve) decorada:
Esta foi a última fotografia focada. A seguir a máquina decidiu fazer greve e desfocou tudo. Às tantas foi da sangria...
No dia seguinte, a fogueira de S. João.
E a preparação dos botes para regata de botes baleeiros.
quarta-feira, 30 de junho de 2010
salgada
Uma entrada muito rápida.
Nos últimos dias tem havido muito que relatar, mas pouco tempo na net para passar as experiências para a escrita. As novidades prendem-se mais com as festas cá da terra do que com o trabalho. Só voltei a ter saída hoje e levei tanta pancada - o vento estava forte!! - que estou cansada e não me apetece alongar muito.
O São Pedro foi bom e estive a ajudar com as festividades (tenho que ver se arranjo umas fotografias para pôr aqui) e, por essas e por outras, já não foram uma nem duas as pessoas que gozaram comigo que ainda agora cheguei e já conheço toda a gente.
Estou morta. Tenho que ir limpar o sal da roupa e jantar e ir até casa pôr roupa a lavar.
Amanhã há mais.
Nos últimos dias tem havido muito que relatar, mas pouco tempo na net para passar as experiências para a escrita. As novidades prendem-se mais com as festas cá da terra do que com o trabalho. Só voltei a ter saída hoje e levei tanta pancada - o vento estava forte!! - que estou cansada e não me apetece alongar muito.
O São Pedro foi bom e estive a ajudar com as festividades (tenho que ver se arranjo umas fotografias para pôr aqui) e, por essas e por outras, já não foram uma nem duas as pessoas que gozaram comigo que ainda agora cheguei e já conheço toda a gente.
Estou morta. Tenho que ir limpar o sal da roupa e jantar e ir até casa pôr roupa a lavar.
Amanhã há mais.
quinta-feira, 24 de junho de 2010
Fogueira de São João
Estou no "Ritinha", o meu poiso habitual para jantar, pois claro. Depois do meu bifinho de albacora, que estava muito bom (é verdade), ainda tive direito a oferta de uma malga de caldo de peixe, cortesia de um dos skippers da Acquaçores, que pediu para lhe prepararem o caldo com peixe que ele trouxe. Isto aqui é ambiente familiar e está por aqui o mesmo pessoal praticamente todos os dias. Já começo a conhecer as pessoas cá da terra e desde ontem ainda mais. Houve a celebração do São João na rua onde estou instalada, tudo organizado pelos vizinhos. Se quiserem ver um bocadinho de como estava o ambiente da festa, até podem aqui. Foi giro o arraial. Houve de comer e beber à farta. Comi caranguejo (bem bom, nunca tinha comido), moreia frita, favas guisadas e, claro está, uma sardinhita no pão (de milho, o típico cá da terra). Para regar tudo, sangria a jorros, literalmente, porque era abrir a torneira e lá jorrava a sangria para copo ou jarro.
Hoje é dia de S. João, já se sabe, e um dos vizinhos fez como habitualmente uma fogueira para os miúdos saltarem. Está a criançada aqui da rua toda divertidíssima a ver quem tem a melhor técnica para saltar a fogueira.
Hoje é dia de S. João, já se sabe, e um dos vizinhos fez como habitualmente uma fogueira para os miúdos saltarem. Está a criançada aqui da rua toda divertidíssima a ver quem tem a melhor técnica para saltar a fogueira.
terça-feira, 22 de junho de 2010
Mais um dia sem muito que fazer. Há pouco movimento de turistas e está-se ainda a dar conta de mil um pormenores de que falta tratar para funcionarmos a 100%
Ainda assim, o final de tarde foi interessante.
Amanhã é véspera de S. João e faz-se uma festa aqui na rua com direito a arquinhos e decorações e tudo. Saí mais cedo para ver se era precisa ajuda, porque a minha senhoria (a dona Antonieta) tinha falado nisso. Para hoje já não foi preciso, mas amanhã hei-de andar a pendurar bandeirolas por todo o lado. Com isto, conheci algumas pessoas da viznhança e acabei por ir até ao Espaço Talassa ver uma apresentação sobre grampos ou moleiros (Grampus griseus) com a Paula, que trabalha na antiga Fábrica da Baleia (onde esquartejavam e processavam os cachalotes). Hoje em dia funciona nas instalações da fábrica o Centro de Mar e Ciência.
Depois da apresentação a Paula convidou a mim e à Fatima (guia turística alemã, que está no Pico por algumas semanas) para jantarmos em casa dela. O menú consistiu em chouriço assado(?) com alho com batatas fritas e pão de milho (é bem bom o pão de milho cá da terra!), tudo regado com cerveja e um vinhito branco bem bom. O pai da Paula decidiu que eu estava com sede e estava sempre a encher-me o copo à sucapa. E não fui autorizada a ir-me embora sem acabar de beber o vinho todo antes!
Ainda assim, o final de tarde foi interessante.
Amanhã é véspera de S. João e faz-se uma festa aqui na rua com direito a arquinhos e decorações e tudo. Saí mais cedo para ver se era precisa ajuda, porque a minha senhoria (a dona Antonieta) tinha falado nisso. Para hoje já não foi preciso, mas amanhã hei-de andar a pendurar bandeirolas por todo o lado. Com isto, conheci algumas pessoas da viznhança e acabei por ir até ao Espaço Talassa ver uma apresentação sobre grampos ou moleiros (Grampus griseus) com a Paula, que trabalha na antiga Fábrica da Baleia (onde esquartejavam e processavam os cachalotes). Hoje em dia funciona nas instalações da fábrica o Centro de Mar e Ciência.
Depois da apresentação a Paula convidou a mim e à Fatima (guia turística alemã, que está no Pico por algumas semanas) para jantarmos em casa dela. O menú consistiu em chouriço assado(?) com alho com batatas fritas e pão de milho (é bem bom o pão de milho cá da terra!), tudo regado com cerveja e um vinhito branco bem bom. O pai da Paula decidiu que eu estava com sede e estava sempre a encher-me o copo à sucapa. E não fui autorizada a ir-me embora sem acabar de beber o vinho todo antes!
domingo, 20 de junho de 2010
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